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Tipos de papéis e suas aplicações

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Qualquer que seja o material gráfico que você estiver preparando, é fundamental ter atenção a todos os detalhes do processo de produção, para que o impacto alcançado seja o que você espera.

Um material bem produzido precisa ter também uma boa impressão. Um dos pontos que mais influenciam na qualidade do material como um todo é a escolha do papel que será utilizado.

Esse é um ponto muito importante, que interfere no produto final e que precisa ser avaliado com cuidado. No post de hoje você vai conhecer os principais tipos de papel utilizados pelas gráficas e a indicação de uso para cada um deles. Confira!

Quais são os tipos de papéis para impressão?

Os papéis utilizados pelas gráficas variam principalmente em dois pontos: tipo – que varia conforme os materiais usados no processo de confecção do papel – e gramatura.

Vamos te explicar esses conceitos, para que você possa pensar em qual a melhor opção para a sua necessidade.

Tipos de papel

Os tipos de papéis mais utilizados pelas gráficas são os papéis dos tipos Jornal, OffSet, Supremo, Couchê e Reciclato. Cada tipo de papel possui características específicas que os diferenciam em termos de textura, materiais de composição e absorção de tinta.

Papel Jornal

Esse tipo de papel, como o nome já sugere, é muito utilizado na indústria gráfica em tiragens altas, como de jornais, revistas mais simples, blocos, materiais promocionais e folhetos de varejo, pois possui alta resistência e permite impressão rápida, uma necessidade desse tipo de demanda. Feito à base de pasta mecânica de alto rendimento, a superfície do papel jornal pode apresentar variações de textura, desde opções mais ásperas, mais lisas ou até mesmo acetinadas.

Em contrapartida, a qualidade de impressão nesse tipo de papel é mais baixa.

OffSet

O papel Offset é muito próximo do Sulfite que você utiliza na sua impressora pessoal ou do escritório. O Offset se diferencia do Sulfite pela durabilidade e por uma maior resistência à umidade. Fabricado com celulose branqueada com a adição de carga mineral na ordem de 10 a 15%, é um tipo de papel com textura fosca e que absorve mais tinta do que os outros, por não ter nenhum tipo de revestimento e ser assim mais poroso.

É utilizado principalmente para produtos que terão impressão de texto ou escrita sobre eles, como em envelopes, miolo de livros e de agendas, blocos e cadernos, papéis carta, etc. Por ser geralmente mais barato que os outros tipos de papéis, também é utilizado na confecção de impressos mais simples em geral, como folders, panfletos, cartazes e papéis para bandeja.

Supremo

Bastante resistente e com a superfície mais lisa entre as opções, o Supremo é um papel bastante procurado para confecção de materiais gráficos e é indicado para quem procura excelência na impressão e alta qualidade. Fabricado exclusivamente com celulose branqueada, Supremo é o nome comercial do papel Cartão Triplex, que possui alta capacidade de absorção da tinta.

Esse tipo de papel pode ser utilizado em várias aplicações tais como pastas, marcadores de página, embalagens, capas, encartes, convites, calendários, cartões de visita e postais.

Couchê

Por conta da sua qualidade de impressão, custo x benefício e pelo aspecto liso das folhas, é um dos mais utilizados em materiais gráficos. É o papel mais comum entre as gráficas, encontrado em quase todas elas. Esse tipo de papel é revestido com uma camada de adesivo e pigmento, por isso é menos poroso e absorve menos a tinta. Muito utilizado para folders, folhetos, cartazes, malas diretas, revistas, cartões de visita, tags, capas de livro… São inúmeras as possibilidades de produção de materiais em couchê.

Mais resistente que o OffSet, o papel couchê pode ser encontrado nas versões com brilho e fosco, que apresentam resultados finais diferentes. O couchê com brilho reflete a luz e assim o material apresenta cores mais vivas e brilhantes depois da impressão. Muito indicado para materiais como interior e capas de catálogos, flyers e cartões de visita. Já o couchê fosco absorve a luz, apresentando cores menos vivas, mas muito mais puras e agradáveis ao olho humano. Esse tipo de papel confere ao material um ar de sofisticação, sendo também muito utilizado na produção folders, flyers e cartões de visita.

Reciclato

Reciclato é o nome dado ao papel que usa em sua composição alguma porcentagem de matéria-prima reciclada, normalmente proveniente de impressão com OffSet. Indicado para quem procura um aspecto diferenciado para os materiais, pois apresenta uma alta variedade em texturas e cores. Opção mais ecológica entre as existentes no mercado hoje, esse tipo de papel é indicado para impressão de papel timbrado, miolo de agendas e blocos de nota, cartões de visita, cartazes, etc. Normalmente é procurado por empresas que querem adicionar uma ideia de sustentabilidade ao material.

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A Papira oferece aos seus clientes impressão nas opções de escolha entre Offset, Couchê, Supremo e Reciclato.

Gramatura de papel

A “gramatura” de um papel é um termo muito utilizado no dia a dia das gráficas. Em todo orçamento para a produção de um material você irá esbarrar na pergunta “e qual a gramatura do papel?”. Mas não se preocupe, o conceito é bem simples e vamos lhe explicar!

A gramatura é definida pelo peso por m² do papel. Nada mais é do que uma unidade de peso de gramas por metro quadrado (G/M²). Quanto maior o número g/m², mais pesado é o papel. Em geral, quanto maior a gramatura, mais espesso o papel também, mas existem exceções.

A escolha da gramatura pode influenciar na qualidade e no orçamento do material a ser produzido. Entretanto, é importante salientar que não obrigatoriamente um bom material precisa ter uma gramatura alta. Vale adaptar a gramatura para cada tipo de material e necessidade.

Listamos algumas sugestões de gramatura para cada material:

  • 35g a 55g – Jornais e bobinas de máquina de cartão, cartão ponto.
  • 50g a 65g – Blocos de nota fiscal e blocos de orçamento.
  • 75g a 80g – Papéis timbrados e receituários.
  • 90g a 115g – Gramatura mais comum, essa é a que você utiliza nas impressoras domésticas e de escritórios, normalmente. Essa gramatura é indicada para produção de flyers, envelopes e cartazes de baixo custo.
  • 120g – Gramatura utilizada em materiais próprios para escrita, como bloco de anotações e miolo de agendas.
  • 150g – Gramatura ideal para flyers e folders. Também pode ser a opção para capas de catálogos e revistas.
  • 180g – Para um comparativo, essa gramatura coincide com as conhecidas cartolinas. Sacolas de papel normalmente são feitas com essa especificação. Capas de materiais também são uma produção comum com esse tipo de gramatura.
  • 210g a 300g – Papéis com gramatura ideal para materiais mais robustos e que precisam de uma maior resistência, como cartões de visita, cartões postais, convites, calendários, capas de revistas especiais e capas de livros.

Muitos materiais, como agendas, revistas e catálogos podem ter diferentes tipos de papel e de gramaturas para as partes que os compõem, como capas e miolos.

E é sempre importante lembrar de considerar se mais algum acabamento ou corte especial será aplicado ao material final. No caso de aplicação de um acabamento como verniz UV ou laminação fosca, como essa “camada especial” já irá mudar a textura do material e aumentar a resistência do mesmo, o papel base de impressão não precisa ter uma gramatura tão alta.

Converse sempre com o profissional que está desenvolvendo o seu material para que ele possa auxiliar na escolha do papel e da gramatura. Caso você não esteja contando com o auxílio de um profissional para a criação do material, alinhe com a gráfica escolhida e solicite uma sugestão de qual tipo e gramatura de papel escolher para o seu material.

A Papira, por exemplo, conta com um guia completo de finalização e de impressão para que você saiba exatamente como trabalhar.

Agora que você já conhece os principais tipos de papéis utilizados para impressão e as gramaturas disponíveis, já pode pensar em qual opção se adapta para o material que você irá produzir!

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